As Farpas: Chronica Mensal da Politica, das Letras e dos Costumes (1878-02/05)

(4 User reviews)   679
By Jason Bauer Posted on Jan 12, 2026
In Category - Satire
Portuguese
Hey, have you ever stumbled upon a time capsule? That's what reading 'As Farpas' feels like. It's a monthly chronicle from 1878 Portugal, written anonymously, that pulls back the curtain on everything: politics, books, and everyday life. The real mystery isn't just what they're writing about—it's who's doing the writing. This unknown author (or authors!) fearlessly pokes fun at powerful people and dissects the social trends of the day with sharp wit. It’s like getting a secret, unfiltered newsletter from the past, full of gossip, satire, and surprisingly modern-sounding complaints about society. If you love history that feels alive and messy, not just dates and facts, you need to check this out.
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ideia velha e a ideia nova.--Uma opinião de Tyndal ácerca dos atheus. Algumas ideias do carpinteiro Jacquenin ácerca das rasões porque crescem os trigos. De como o sr. conde do Rio Maior pelo modo como emendou a lei da instrucção primaria mostrou não ser aquelle philosopho nem aquelle carpinteiro--O _Primo Bazilio_. O caso pathologico e a obra d'arte. A educação burgueza e o realismo--A escola nacional dos poltrões. A covardia, instituição publica, etc. Tôdos os crimes, quaesquer que elles sejam, podem ser considerados como pertencendo a duas classes distinctas: 1.º Crimes resultantes da infracção das leis organicas da sociedade; 2.º Crimes resultantes da infracção das disposições regulamentares dos Estados. Emquanto as sociedades se não acham constituidas segundo o direito absoluto fundado em principios claramente definidos de moral positiva, isto é, emquanto as sociedades não attingem um desenvolvimento intellectual que lhes permitta conhecer todas as leis da sua organisação, distinguindo o que n'ellas é difinitivo e organico do que é convencional e contingente,--n'essas sociedades não podem dar-se senão os crimes da segunda d'aquellas classes. É assim que vemos nas civilisações antigas e hoje entre os selvagens serem considerados crimes ou deixarem de o ser, segundo os regulamentos especiaes das communidades, o roubo, a polygamia, o incesto, o homicidio, etc. Nas sociedades que attingiram a edade consciente, que entráram no periodo scientifico da sua evolução moral, como presentemente succede em toda a Europa, o incesto, a polygamia, o homicidio, o roubo, etc., tomáram o caracter dos crimes incluidos na primeira das classes a que nos referimos, porque se comprehendeu que elles não violam unicamente um regulamento local e arbitrario, mas que ferem a sociedade nos centros da vida, dissolvendo no seu nucleo a aggregação que constitue o grande ser collectivo. * * * * * A sabedoria da legislação penal manifesta-se na mais justa e perfeita demarcação dos limites que separam essas duas ordens de crimes. Quanto mais uma sociedade progride tanto mais ella estreita os meios repressivos da infracção das suas leis organicas, e tanto mais afrouxa a punição imposta á contravenção dos seus estatutos regulamentares, distinguindo graduações na culpa segundo a importancia dos interesses feridos pela perpetração do delicto. É em virtude d'este criterio que são punidos com severidade, unanimemente exigida pela opinião, os attentados contra o interesse do commercio e contra o interesse da industria, porque estes dois interesses são considerados os mais importantes das sociedades modernas; ao passo que raramente deixam de ser amnistiados os crimes politicos, pela razão de que os governos se julgam impotentes para vibrarem arbitrariamente um castigo que nenhum interesse reclama e que por conseguinte a civilisação rejeita como um acto de prepotencia e de vingança. Os antigos attentados nefandos contra os poderes constituidos e contra a forma do governo, chamados temerosamente de lesa-magestade, deixaram ha muito de ser espiados na guilhotina e na forca, contentando-se os politicos em fulminal-os com a critica de Talleyrand: «São mais do que crimes, são verdadeiros erros!» Posto isto, vejamos qual é o estado da mentalidade portugueza afferido pelo criterio que ella applica ao julgamento dos crimes e ás respectivas sancções penaes. * * * * * Deram-se ultimamente dois casos profundamente caracteristicos: o caso de Joanna Pereira e o caso do parocho de Travanca de Lagos. No caso de Joanna Pereira vemos tres réos confessos e convictos de tres crimes: Joanna, de adulterio; Carlos, de tentativa contra o pudor por meio da chlorophormisação; o carroceiro, da remoção de um cadaver; todos tres cumplices e conniventes no crime de cada um. Como procede a sociedade? Não tomando conhecimento de nenhum d'estes attentados e despedindo os reos em paz!...

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Forget dry history books. 'As Farpas' drops you right into the living room of 1878 Portugal, month by month. It's not one story but dozens—a collection of observations, jokes, critiques, and commentary published every few weeks. The anonymous writer acts as a tour guide through a society in flux, pointing out the ridiculousness in politics, the pretension in new literature, and the funny little habits of daily life.

The Story

There isn't a single plot. Instead, think of it as a blog from the 19th century. Each 'chronicle' is a snapshot. One month might roast a pompous politician's speech. The next could review a terrible new novel or make fun of a silly fashion trend. The throughline is the author's voice: clever, impatient, and always questioning the status quo. The mystery of who is behind the pen adds a layer of intrigue, as they take shots at the establishment without fear.

Why You Should Read It

I loved how immediate and human it all feels. The complaints about leaders, the eye-rolling at bad art, the observations on how people behave—it’s all so familiar. It shatters the idea that people in the past were totally different from us. Their satire is sharp, their wit is dry, and their passion for their country's direction is palpable. It's history with the dust brushed off, told by someone who was there, grumbling about it over coffee.

Final Verdict

Perfect for history buffs who want to hear the gossip of the era, not just the official record. It's also great for anyone who enjoys sharp social commentary or political satire. If you like shows or writers that dissect current events with a smirk, you'll find a kindred spirit in this unknown chronicler from 1878. Just be ready for a unique, episodic read that’s more about atmosphere and insight than a traditional narrative.



🔖 Copyright Free

Legal analysis indicates this work is in the public domain. Enjoy reading and sharing without restrictions.

Susan Miller
1 month ago

Out of sheer curiosity, the explanatinos feel carefully crafted rather than rushed. I appreciate the effort put into this.

David Martinez
4 months ago

After years of reading similar books, the insights offered are both practical and thought-provoking. It is definitely a 5-star read from me.

John Campbell
5 months ago

Honestly, the plot twists are genuinely surprising without feeling cheap or forced. This felt rewarding to read.

Margaret Ramirez
3 weeks ago

During my studies, I found that the writing remains engaging even during complex sections. Well worth recommending.

4
4 out of 5 (4 User reviews )

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